Vol. 1

by Andreia Dias

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about

vol. 1

Rated ★★★ 1/2: DownBeat Magazine (Peter Margasak)
The best tracks deliver her pretty, twisting melodies with assuredly subdued, whispery singing over jagged yet spare instrumental arrangements that skim bits of rock, reggae and funk.

Rated ★★★★: Rolling Stone Magazine BR (Marcus Preto)
(...) astonishing. If this album became a reference, Brazilian music’s future would be brilliant.




Andreia Dias is one of the most original Brazilian singer-songwriters of this generation. Her intriguing melodies and sharp lyrics make her music different from anything else. Her live performances with her band have been captivating audiences around Brazil.

Known for her part at DonaZica and Banda Glória, Andreia has just released her much awaited solo debut; Vol. 1 strikes us with 11 songs (all composed by Andreia; 2 together with Iara Rennó) performed by Gui Kastrup (drums), Marcelo Jeneci (keyboard), Luque Barros (bass) and Fernando Catatau (guitar). The CD was released by Brazilian independent label Scubidu Records and distributed worldwide, both physically and digitally, by Tratore (where to find? www.tratore.com.br).

Vol. 1
Vol. 1 has received high praise from specialized publications such as Rolling Stone Magazine and other Brazilian newspapers. One of Andreia´s songs, Asas, an answer to Brazilian guitar legend Paulinho da Viola, is collecting prizes at GarageBand.com. The track has been awarded Track of the Week, Best Female Vocals and Rocking Track many times over the last months.

Apart of her solo career, Andreia can be seen performing with Banda Glória, a big band of twenty-something musicians playing a full array of Brazilian music in São Paulo and with DonaZica, a band she co-founded with Iara Rennó and Anelis Assumpção, widely recognized as a result of the Vanguarda Paulistana movement in the 80s. She is currently pre-producing her 2nd solo album; no release date is defined yet.

credits

released January 29, 2008

Produzido por Guilherme Kastrup
Co-produzido por Marcelo Jeneci e Yury Kalil
Gravado e mixado por Yury Kalil no Totem Estúdio (São Paulo, 2006)
Masterizado por Gustavo Lenza no Estúdio YB (São Paulo, 2007)

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Scubidu Music Brazil

Just plain good Brazilian music!

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Track Name: Asas
Sei que minhas asas não são só belas
Sim, eu tenho asas, preciso abri-las
Se ao teu lado não sou muito criativa
Eu vou cantando para abafar essa fobia

Naturalmente sugeri lapidação
Mas você mente ao seu próprio coração
E vem dizer que isso é karma secular
Que vai tomar as providências lá no bar

Sinto que meu domingo fica azedo
Sim, todo domingo eu tenho medo
E quando vem e me olha com essa cara
Já me constrange porque me sinto uma mala

Anote outra pro seu livro de memórias conjugais
Vou respirar e não volto nunca mais...
Track Name: Bode
Você diz que não me compreende
Que não me entende e que sente horror
Dessa vida louca que ando levando,
Desvairado amor
Não percebeu que acabou-se o tempo
Em que ficava ouvindo o seu lamento
Minha paciência se acabou...
Tchau, fui, Adiós

Olhe, não me incomode, não me dê bode,
Me deixa em paz
Eu não quero te ver mais.

Você se acha o mais esperto, o mais envolvido,
sabichão com diploma, todo esclarecido,
sempre por dentro da situação
O mais malandro, o mais sagaz,
o mais bonito,
Mas o que você não sabe, amigo,
que o mundo não gira em torno do seu umbigo
Track Name: Homem
Homem,
Seu desejo secreto é me ver no necrotério
Branca como a neve
Bela adormecida esquecida,
Uma flor murcha e caída
Homem,
Pressinto que opera uma trama fatal
Sonhei com meu sepulcro à beira do Pantanal
Hombre,
Mamífero desmamado, bípede malvado,
Você quer me expiar
Vai passar a mocidade esperando se vingar
E vai regozijar-se quando os meus lábios gelados beijar
Mas por que, meu querido, por que, meu amor?
Track Name: Seu Retrato
Ai, que gostoso esse seu orgasmo
Ai, que delícia essa sua malícia
Ai, que barato esse seu retrato manchado no quarto
Ai, que desgosto desse seu descaso
Ai, que frescura toda essa ternura
Ai, que beleza toda essa firmeza
Ai, que escrachio esse seu escarro espalhado no prato
Ai, que despeito desse seu destrato

Se quem canta seus males espanta,
Por que então você ainda me encanta?
Se eu canto com o nó na garganta e a vontade não passa
E a maldade não cessa
Vou parar de cantar, disfarçar e chorar
Na cantiga bonita não vou acreditar,
Vou parar de cantar, disfarçar e chorar
Track Name: O Fio da Comunicação
O meu amor já não tem mais tanta frescura,
A minha vida não suporta compostura

E assimilando toda a situação,
Sigo tranqüila com muita perturbação

Espero um dia não tomar o tal Prozac
e nem perder o fio da comunicação

Na vadiagem glorifico ao meu rei,
No prosseguir, confesso também errei

Espero ser uma pessoa quase sã
pra nunca ter que conhecer o Diazepan
Track Name: Vampiro Tupiniquim
O tempo todo eu fico pensando
O que fazer agora, como e quando começar,
A vida inteira vou me perguntando
Quando esta paranóia vai se acabar

Não tenho pressa pra comer o banquete,
Se você preferir, passe na frente
Estou cansada de papo furado,
Todo mundo tem complexo de Presidente

E uma inclinação...
Astrólogo de plantão,
Psicólogo de botequim,
Treinador da Seleção,
Vampiro Tupiniquim
Track Name: Veia Urbana
Dentro de uma cápsula, no meio de uma veia urbana
Estou ficando insana, atravessando essa nuvem de sujeira
O vento não me afaga, ele me arranha,
Eu vou ficando suja, parecendo um meganha,
Me tirem logo daqui
Reflexão para não explodir
Veia urbana congestionada,
Olhos ardendo,
Vista cercada

E quando cai uma garoa essa terra não fica nada boa
É mal na Marginal
Agonizante lá na Bandeirantes
Causa desmaio na 23 de Maio
Faz tomar no cu no Vale do Anhangabaú

Veia urbana alagada
Socorro, estou morrendo afogada
Track Name: Madrugada
A madrugada vem formosa, mansa e densa
Madrugada, mãe imensa
A madrugada vem formosa, mansa e densa
Antiqüissíma, intensa

A noite vem anunciar
Que a dama já vai desfilar
Envolta em manto estrelado
E com seu gingado vai nos embalar

O dia prestes a despertar
Trará consigo o Sol que vai jorrar
A luz do seu esplendor,
Testemunha ocular do que já se passou
Track Name: Libido
Com meu esgar lascivo,
Me atolo, não reflito, me estrumbico,
Fico à beira do abismo

Com meu olhar aflito,
Quase grito ao desespero, me entrego,
Desmantelo, precipito

Teima, queima, rasga a carne, salta pelo vestido
Pinta, borda, deita e rola,
Turbinada ela decola,
Solta, sola minha libido

Que vaza, devassa, arrasa tudo por onde passa
Soberba, faz pirraça e nem sequer disfarça
Track Name: Não mais que um dia
Seu amor me libertou,
Me deu brilho e esplendor
Mas um dia evaporou
Feito chuva no calor

Seu amor me abandonou
Era pouco e se acabou
Ou vai ver que se mudou
Nem endereço deixou

Lembro agora uma cantiga
Que ouvi de uma perdida
Ecoava a cada esquina,
Cada rosto a mesma sina
Só tristeza refletida
No seu olhar sem guarida
Eu pensei que estava doida,
Cantava com voz doída

Foi no crepúsculo que perdi todo o escrúpulo
Foi na aurora que lavei a minha alma
Foi com a nobreza do Sol quente, ao meio dia
Que aplaquei minha perversa agonia

Foi ao entardecer que fui perceber com certa ironia
Que bastou-me um dia pra esquecer a sua fisionomia
Track Name: Linfa Ácida
O meu fundo é raso
(Nele às vezes transbordo)
Minha linfa ácida
Vira e mexe me entorto

Transpiro, me descontrolo
E se não choro é que as lágrimas secaram
Transtorno em desvario
Se não sorrio é que os gracejos se acabaram
Transcorro
Mesmo prostrado
E se não grito é porque entalo

"E olha só quem eu encontro no cruzamento da Brigadeiro Luiz Antônio com a Avenida Paulista, pensando, simplesmente pensando...
(da canção Silêncio na Multidão, de Fernando Catatau)
"E eu num processo automátivo, andando, andando, andando"
(da canção Cadê Cadência, de Andréia Dias e Iara Rennó)